Para mães divertidas, seguras, criativas, cheias de atitudes, atletas, donas de si, firmes, corretas e também para as mães que, como eu, não são tanto, mas são boas, intencionalmente boas mães.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Eu não sei rezar


Eu não sei rezar.
Nunca aprendi. Mas costumo ter papos legais com Deus do meu jeito meio sem jeito.
Acho que está funcionando pois Ele tem sido muito bom pra mim.

Eu não sei rezar mas tem um bocado de gente que sabe comigo. Andando lado a lado e trabalhando junto. Caminhando na mesma direção.

Eu não sei rezar mas acredito que Ele veja tudo e por isso nem tento me esconder. Quando faço algo errado, dou uma olhadinha pra cima e encolho-me um pouco esperando o castigo.

E eu, que não sei rezar, peço a Deus que tudo corra bem no dia 23 de agosto.

O projeto Lições Ilustradas é como um filho. Eu vejo muito de mim nele. Se vão abrir as páginas dos livros, investigar suas cores e decifrar suas rimas, é a mim que estarão lendo.

Inquieta, um tanto intransigente e cheia de pequenos sonhos na gaveta. Essa sou eu. Eu que odeio pedir mas que já pedi tanto pelo Projeto... Tive que vender a ideia antes mesmo de vender os livros.

E aí, nesse exercício de se expor e de sair da concha, a gente acaba esbarrando com pessoas boas, inquietas também. Gente que faz do lápis de cor arma para ferir o preto e branco da inércia. Gente como Marcos, Renato, Lila e Paulo, os ilustradores desta edição do Lições Ilustradas.

E de tanto pedir a gente ganha “sins”. Sim de amigo que mal escuta a pergunta e já responde com apoio e sorriso largo, como o da Iane ( Quimioclinic). Um sim de quem já está acostumada a acolher projetos mas não perde o encanto ao abraçar mais um, como o da Mônica ( Fundação Ana Lima). E um sim que brilha leve, carregando apenas o peso da esperança e da fé, como o das borboletas do Panapaná.

E eu que não sei rezar nem pedir, vejo-me cheia de graça.

Escrevo histórias para crianças na esperança de que os finais felizes sejam de tamanha força e magia que saltem fora das páginas dos livros. Que sejam como um abraço carinhoso para quem tem os livros nas mãos e como um alento, uma luz, para quem recebe a doação.

Cada livrinho do Lições Ilustradas custa 20 reais e vale ouro.
Cada pessoa que compra doa esperança.
Quem lê espalha finais felizes.

Vamos juntos. Dia 23 de agosto, às 9 da manhã no Passeio Público, iniciar nossa caminhada para vender 1500 livros infantis e entregar o dinheiro arrecadado nas mãos de quem mais precisa. 
Mas a caminhada não precisa ser cansativa. Ela pode e deve ser prazerosa pois de quando em vez podemos sentar no chão e ler com uma criança. Olhinhos atentos e ansiosos pelo final da história. Que seja feliz!

sábado, 8 de agosto de 2015

Um final de semana em Fortaleza com crianças gastando quase nada!



O blog foi criado após um final de semana em que a folguista faltou. Depois de uma semana de trabalho puxado o que eu menos queria era não ter ajuda para cuidar dos meninos ( na época com 1 e 3 anos) e cozinhar, limpar a casa... Mas o que tinha tudo para ser ruim foi maravilhoso! Nem precisamos limpar a casa pois mal ficamos dentro dela! Aventuramo-nos por Fortaleza, descobrindo lugares e aproveitando o que de melhor ela tinha a nos oferecer.

O post de hoje vem depois de 4 anos da criação do blog. E se naquela época o final de semana já tinha sido divertido, hoje sobram opções de lazer com crianças em nossa cidade que podem  fazer de qualquer final de semana uma grade aventura.

Tem teatro, música, contação de histórias, cinema, esporte, exposições, planetário... E você não precisa gastar muito, tem diversão para todos os bolsos.

Aqui neste roteiro vamos sugerir uma programação que promete agradar a toda família sem ter que quebrar o cofrinho. Vamos lá!

Sexta: ( ninguém é de ferro e sexta é sexta!)

  •  Deixar meninada na casa dos avós, em uma amiga camarada ou com uma babá de confiança e sair para namorar e tomar uma cervejinha.  
  • Uma opção alternativa e que já utilizamos são as festas do pijama que a Escola de Atores Marcelino Câmara realiza às vezes. Recebem nossos filhos às 7 da noite e garantes lanche e uma programação bem divertida até às 10. Enquanto isso papai e mamãe pegam um cineminha, jantam e namoram um pouco.
  •  Se tiver que arrastar a criançada, a opção são os restaurantes com ambiente favorável para as crianças. Muitos tem parquinhos infantis e menus específicos para crianças.

Sábado:
·      Manhã

  • Atividade ao ar livre!

Praça Martins Dourado no Cocó
Que tal ir à praia do futuro? Se a maré estiver seca é perfeito para deixar a criançada correr na areia molhada, fazer castelinhos, buracos, bolos de areia, jogar futebol... Eu não gosto de ir com a maré cheia, então opto por outras atividades.

Stand up paddle ( SUP) no rio Pacoti no Pono Point ou na lagoa do Colosso são ótimos substitutos à praia. Você tem que desembolsar o valor do aluguel das pranchas mas não é tão caro.

Se não tá a fim de sair de casa, desce para a área comum do prédio ou vai pro quintal de casa para brincar de balões de água. Adoramos essa brincadeira e os meninos sempre se divertem bastante.

·      Tarde

  • Teatro, cinema e contação de história

Sábado a tarde não tem desculpa para ficar em casa com as crianças. A cidade está lotada de programas gratuitos de qualidade e ainda tantos outros por muito pouco dinheiro.

CineTeatro São Luiz na Praça do Ferreira
As grandes livrarias da cidade como Nobel, Saraiva, Ler e Cultura geralmente tem contações de história aos sábados. Nunca fui a uma para me arrepender. Depois ainda dá para ficar com os meninos lendo alguns livros ou comendo um lanche nos cafés das livrarias.

Muitos shoppings ( arriscaria inclusive dizer que todos) tem atividades gratuitas para a criançada. Apresentações teatrais, oficinas, shows de música e contações de historia estão sempre acontecendo!

Os teatros do Centro Cultural Dragão do Mar, do SESC, da Caixa Cultural, José de Alencar, Viva escola de artes estão com boa programação de teatro infantil aos sábados e quase sempre tem coisa boa acontecendo.

Cinema é sempre uma boa opção! Aos finais de semana as tarifas estão com preço cheio porém você pode optar por sessões de matinês que muitas vezes são mais baratas ou ir ao CineTeatro São Luiz que tem preços bem acessíveis.

 Domingo
·      Manhã

  •  Bicicleta

Passeio Público
Vamos colocar a meninada para pedalar pois domingo pela manhã a cidade fica sob duas rodas! O clima é muito legal, várias famílias saem para a ciclofaixa de lazer e pedalam juntas. Se você não tem segurança de levar seu filho para a ciclofaixa, leve-o a uma praça para andar de bicicleta, skate, patins... Pracinhas que gosto muito são a da Imprensa, a Luiza Távora e a Martins Dourado.

Rota da Ciclo Faixa de lazer
Não quer andar de bicicleta mas quer sentir o clima? Vá ao Sebastião de Abreu e dê uma caminhada. Explore o parque do Cocó e seus manguezais com as crianças.

Outra ótima opção é ir ao Passeio Público. Lá você pode relaxar à sombra das lindas árvores e fazer um piquenique com a criançada. A partir das 9 da manhã sempre tem atrações infantis gratuitas legais e um pouco mais tarde tem música de qualidade para os adultos. 

A Casa José de Alencar é mais uma boa pedida para as manhãs de domingo. Muitas árvores e espaço para a meninada correr. Em muitos domingos tem Picnic Literário promovido pelo Clube da Sivozinha com programação infantil gratuita por lá e é bem animado! Porém, mesmo que não tenha evento, o lugar é bem legal para fazer piquenique e deixar a criançada solta.

Domingo
·      Tarde

Podemos ir diminuindo o ritmo, não é?
Que tal um pulo ao planetário do Centro Cultural Dragão do Mar. O ABC do sistema solar é bem legal e mistura emoção, suspense e aprendizado. Às apresentações ocorrem sempre às 17 horas.
Planetário do Centro Cultural Dragão do Mar
Depois do planetário você pode passear pelo Dragão do Mar e curtir as atrações infantis gratuitas que todos os domingos acontecem por lá na Praça Verde. 

Se não gostar de planetário e quiser respirar um pouco de maresia, vá até a praia de Iracema e sente com seu filho em algum dos espigões e tentem achar os botos sempre passeiam por lá. Quem sabe vocês não dão sorte e avistam alguns. As tardes de domingo são bem animadas por lá. O calçadão fica lotado de crianças andando de patins e carrinhos que podem ser alugados lá mesmo.

Quer ir ao teatro para fechar bem o final de semana? No teatro Arena Aldeota sempre tem peça infantil do grupo Comédia Cearense às 17h.



Ufa! Foi ou não foi um final de semana divertido?
Tem muita coisa acontecendo na nossa cidade. Seja ao ar livre ou dentro dos teatros e dos shoppings, atração infantil é o que não falta. Vamos aproveitar!

O Folga da babá em sua página no Facebook e no Instagram divulga muitas atrações infantis da cidade. Outro canto onde você pode conferir uma agenda cultural infantil bem completa é a página do facebook Programação infantil – Fortaleza.

Bom final de semana!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Palmas a Hiroldo Serra, vaias ao público


Convidei uma amiga para irmos juntas ao teatro. Fazia tempo que não saíamos juntas com as crianças. 

Assim fizemos, fomos assistir à peça Dona Onça Pintada e Seu Bode Cheiroso da Comédia Cearense. Chegamos cedo, compramos nossos ingressos e esperamos a abertura dos portões do teatro.

Sentamos na segunda fila, o que nos daria uma ótima visão da peça. Estávamos todos animados. Venho acompanhando as peças da Comédia Cearense desde do início da temporada e são sempre muito divertidas.

A peça começou bem e já rendia boas gargalhadas. Hiroldo Serra em cena como
Seu Bode Cheiroso incentivava a participação das crianças e até as convidava para subir ao palco em situações determinadas.

Acontece que daí para frente a coisa desandou. Crianças começaram a subir ao palco a todo momento. A coisa ficou fora de controle. Seu bode cheiroso e dona onça pintada tentavam, com toda paciência do mundo, lidar com a invasão das crianças.

A pesar do desconforto que estava gerando na plateia, do olhar de espanto da maioria do publico com aquela situação, os únicos que pareciam não se incomodar eram os responsáveis pela crianças que atrapalhavam o espetáculo.

Uma menina insistente ainda tentava exibir-se no palco. Tentava ainda manter um diálogo com os personagens atrapalhando a cena. Ao mesmo tempo que meu descontentamento crescia com aquela situação, minha admiração pelos atores crescia.

Imagino que não seja fácil atuar, mesmo para o mais experiente dos atores, atuar deve exigir uma certa concentração. Agora imagine vocês tentar garantir a diversão de crianças e adultos que pagaram o ingresso para assistir a uma peça infantil e ao mesmo tempo ter que lidar com crianças entrando em cena, mexendo em seu cenário e colocando-se no meio do espetáculo.

Ah, ia esquecendo. Em duas cenas, os personagens seguravam lamparinas. Nem a presença de fogo no palco fez com que os responsáveis pelas crianças as impedissem de subir. Os pobres atores tinham que encenar, interagir com a plateia e ainda garantir a segurança das crianças que impertinentemente subiam no palco.

Nunca tinha visto isso. Vou ao teatro quase todo final de semana com meus filhos. Caixa Cultural, José de Alencar, Teatro Via Sul, Teatro Rio Mar, Sesc Emiliano Queiroz, Sesc Praia de Iracema, Centro Cultural Dragão do Mar... Já vi muitos absurdos por aí, mas eu nunca tinha visto tamanha falta de educação e sensibilidade.

Infelizmente, mesmo com todo o empenho do elenco da Comédia Cearense, o programa não foi tão agradável como deveria ser graças a falta de educação do público.

Eram crianças de 3 a 8 anos, imagino. Eram perfeitamente capazes de ficarem sentadas em seus lugares. De participarem da peça quando convidadas e de retornarem aos seus lugares quando solicitadas. Mas não. A inércia de seus responsáveis diante daquele absurdo era impressionante.

Vou parar por aqui. Ratifico meu elogio aos atores em cena.
Não vou nem falar na minha péssima experiência no dia anterior, na Caixa Cultural, ao tentar bater uma foto com o Grupo Teatral Milongas após a excelente apresentação de Contos Fadados. Acho que vocês já podem imaginar o que aconteceu... Fila parecia uma coisa obsoleta, algo pertencente ao imaginário popular, entidade falida...

Vou continuar indo ao teatro, claro. Mas seria ótimo não ter raiva toda vez que fosse.

Serviço: 
A Comédia Cearense apresenta-se todo domingo no teatro Arena Aldeota, às 17 horas. Segue com o espetáculo Dona Onça Pintada e Seu Bode Cheiroso por mais 2 finais de semana, depois disso será o musical Noiva Cadáver e em seguida Cinderela.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Chikungunya, nem vem que não tem!


Como quem espera a hora certa com cuidado. Como quem vigia e avalia os riscos. Como quem sente-se finalmente protegido, meu menino adoeceu.

Passei 7 dias fora e Igor esperou todos eles passarem para ter febre. Comemorou meu retorno, abraçou-me com carinho, recebeu feliz os presentes de viagem e depois deitou-se molinho do sofá.

Bochechas vermelhas que embora deixassem-no ainda mais lindo, denunciavam a febre e o rash.  Dengue, zica, chikungunya? Mais provável ser uma virose comum. Seja qual for o diagnóstico, eu só agradecia. Coração cheio de gratidão por estar ali.

Viajar é bom. Férias para namorar o marido é bom demais. Mas ficar longe dos filhos é ruim. Incomoda como pedra no sapato. Parece um “porém”, um “pé atrás”, um “talvez”. Se eles estão bem, consigo relaxar e me divertir.  Se não...

Eu o abracei aliviada por ter chegado e iniciei os cuidados gerais. Alívio de mãe. Abraço em uso contínuo, beijos em livre demanda e tylenol até de 4/4h.

Acredito piamente em energia, em controle da mente sobre o corpo. Muito embora saibamos usar quase nada deste poder, ele mostra-se presente. Iguinho segurou bem a barra até a mamãe chegar. Menino inconscientemente esperto.

Período de incubação seria  a explicação não romântica para o quadro do Igor. Eu prefiro a minha versão. Prefiro energia, prefiro maternidade.

Eu só adoeço quando todos na casa já estão melhores. Não por escolha minha, mas muito provavelmente a adrenalina e o cortisol me mantém saudável até que os meus meninos estejam bem, depois, permitem-me relaxar e cair de cama.

Meus “defeitos” biológicos melhoram todos quando estou com os meninos. Medo de avião, medo de altura, minha super feroz cinetose, minha mania virginiana de controlar todas as variáveis... Tudo isso é amenizado com os meninos do lado.

Acho que a explicação disso tudo teria a ver com conexões neuronais. Aquelas que ligam sua listinha de prioridades, seus sentimentos, sua noção de perigo e seu instinto materno. Coitados desses neurônios, tarefa difícil essa...

Antes de viajar tive um torcicolo que desafiou os dotes ninja da minha professora de pilates. Tive aftas refratárias a omcilon orabase. Tive diarreia e constipação, tudo ao mesmo tempo. Tive azia, coisa que só me lembro ter sentido durante a gravidez. Tudo isso causado pelo mesmo agente etiológico: ansiedade por viajar e ficar longe dos filhos.

Agora que cheguei, não há germe que me derrube! Dá licença, sai da frente, nem chega perto!  Eu tenho que cuidar dos meus meninos.

Escudo protetor materno Mode on!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Por que prefiro crianças.


Ou: Monstros esticadores de menino

Eu sempre disse:
Filhos, quanto maior melhor.

Enquanto a maioria das minhas amigas falava com saudosismo da época em que os filhos eram bebes, eu retorcia o nariz. Gosto de bebês. Amamentar foi uma das experiências mais gratificantes que tive na vida e cuidar de um recém-nascido o maior exercício de autoconfiança e responsabilidade. Eles são lindos e nos amam incondicionalmente, porém crianças são surpreendentes e desafiadoras.

Tirando golfadas, fraldas sujas e seios expostos em público, bebês pouco nos ameaçam e constrangem. Já crianças... Falam loucuras nos elevadores e são brutalmente sinceras. Já não conto mais nos dedos as situações de profundo constrangimento que passei com meus filhos. Elas vão desde: só isso? ( falado em alto e bom tom depois de um espetáculo infantil) à que bunda mole! ( referindo-se a uma banhista na praia do futuro).

Claro que as situações constrangedoras não justifica minha preferências pelas crianças acima de 4 anos. Mas confesso que animam meus dias e com certeza são um bom treinamento para lidar com situações inusitadas. Praticamente ganhei o dote  ninja do improviso nesses 7 anos de maternidade.  

Crianças abrem consideravelmente o leque de brincadeiras e passatempos. E eu adoro brincar, criar e inventar! Bebes são fofos e fazem os nossos olhos encherem-se de felicidade com as caras e bocas que fazem, mas, depois de 30 minutos de brincadeira com um bebê, confesso que começo a ficar entediada. ( Essa frase cai na categoria do “pronto, falei!”)

Acho também que o sentimento materno amadurece. Não cresce nem diminui, ele muda com o avançar da idade da criança. Continua incondicional e sem limites mas acho que de certa forma o amor ganha corpo e forma. Amamos bebes em um contexto de turbilhão hormonal, instinto e senso de responsabilidade. E quando a poeira baixa, o amor se assenta em nossos corações de uma forma única. Amamos agora uma crianças cheia de peculiaridades que a distinguem das demais.

As crianças abrem mais portas. As do cinema, dos teatros, das livrarias. Abrem gavetas cheias de quinquilharias e de lá tiram exércitos inteiros para lutar contra dragões. Enfrentam novos desafios, questionam e descontroem. Crianças são quase sempre subestimadas e com frequência surpreendem. E isso é bom demais!

Acontece que embora eu tenha deixado explícito que quanto maior melhor, eles andam se empolgando. Sim, eles, aqueles implacáveis monstrinhos  esticadores de meninos. Agem à noite, durante o sono. Mesmo montando vigília, fica difícil de impedi-los. Puxam, repuxam e usam a neurociência, os hormônios e as epífises ósseas como justificativa para o que fazem.

Eita monstrinhos danados... Não precisam levar o que digo tão ao pé da letra. Vão tirar umas férias, fazer um sabático ou um retiro de meditação. Eu sei que vocês são implacáveis e irredutíveis então já alertei os meus meninos que não importa o quanto cresçam, sempre caberão no meu colo. 

Ah, e vale esclarecer. Falei que quanto maior melhor referindo-me à categoria infantil. Antes da pré-adolescência, antes, muito antes da vida adulta. Prefiro as crianças aos adultos. Mas se tiverem realmente que crescer, que sejam adultos com boa memória e recordem bem da infância que tiveram.