Para mães divertidas, seguras, criativas, cheias de atitudes, atletas, donas de si, firmes, corretas e também para as mães que, como eu, não são tanto, mas são boas, intencionalmente boas mães.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Homenagem a uma amiga.


Sempre gostei de praia. Do cheiro, dos picolés, do banho de mar. Depois dos caranguejos, das cervejas geladas e da conversa com os amigos. Agora dos bolos e castelos de areias, de cavar piscininhas e do espaço. Muito espaço para correr atrás dos meus meninos e para vê-los voltando para um abraço molhado.
A praia é democrática e barata. Ela é nossa vizinha. Recebe-nos bem, sempre muito bem. Tem sombra pra quem gosta de sombra e sol para quem gosta de luz.
Não há monotonia em um dia na praia, a maré enche e seca para nos dar novas corres e paisagens. Pessoas de todos os tipos passam por lá. Bom olha-las, nem que seja pra falar mal.
E quando falo praia refiro-me a mar, areia, baldinho e pá com agua de coco e picolé para acompanhar. Nas mãos, as mãos dos filhos; nos ombros, a bolsa com as toalhas, algum dinheiro e a máquina fotográfica.
Faço da praia meu programa, minha terapia. Faço da praia a diversão e a escola dos meus filhos. Lá eles gargalham e aprendem. Contar búzios, pular ondas, desenhar e escrever. Aprendem a vencer medos e a respeitar os perigos. Aprendem sobre o sol e a chuva.
No ultimo dia de férias, fiz homenagem à praia. Dediquei a ela boa parte do meu dia com os meninos. E como sempre, ela retribuiu.
Eu amo a praia.







terça-feira, 30 de julho de 2013

Homens magrinhos e engraçados (e gostam de dançar!)


Ou: Campanha em prol do soro no nariz e do nariz assuado!

Você pensa que o nariz só serve pra respirar, coçar e espirrar?
Pois preste atenção nesta história que eu vou contar.
Pouca gente sabe, mas lá dentro do nariz, lá tão fundo que nem dá pra ver,
Moram homenzinhos engraçados, magrinhos, fininhos e muito animados.
Eles se chamam cílios e são bem agitados. Não param de balançar, dançam no ritmo da musica sem parar pra descansar.
Se passa uma sujeirinha, eles não deixam ela entrar. Fazem cocegas no nariz e dá vontade de espirrar. O espirro é muito forte, leva tudo lá pra fora, faz faxina no nariz e a sujeira vai embora.
Mas você sabe quem não gosta de dança, muito menos de animação, que entra na casa dos cílios e causa aquela confusão?
Tente adivinhar, ele pode ser verde, amarelo ou transparente e quer no nosso nariz morar, ficando sempre dentro da gente.
Isso mesmo, você acertou! O catarro é o maior inimigo dos cílios, quando ele chega quer logo ocupar o lugar. Traz sujeira, irrita a gente e não deixa o cílio trabalhar.
Quando estamos todos sujos queremos logo um banho tomar, pois é isso que os cílios querem quando o catarro chega por lá. Então vamos dar a ele, água para a nariz enxaguar, e depois assoar bem forte para o inimigo expulsar.
Então meus amiguinhos, lembrem-se da lição: no nariz também mora gente que precisa da sua cooperação. Com catarro não se brinca, e devemos o nariz lavar, para salvar os amigos cílios e deixa-los trabalhar!


Aqui em casa não tem mais chororo para assoar nariz nem para colocar soro. Acredita-se piamente nos homenzinhos que moram no nariz, papai noel, coelhinho da pascoa e fada do dente. E que assim seja por longos anos. Essa historinha me ajudou, quem sabe não ajuda vocês também?
Boa sorte e muita imaginação para tornar nosso dia a dia mais tranquilo e leve.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pequenos pedaços do meu dia

Os dias não precisam ter coisas espetaculares para serem bons. Às vezes a ausência de uma notícia ruim já basta.
Mais sorriso que birra, mais fruta que batata frita. Matemática simples garante um dia feliz. O que é bom pelo que é ruim, noves fora...
Ter um sonho bom e dar um pequeno passo para alcança-lo. Ter pelo que esperar, com data e hora marcada.
Escapar do engarrafamento, não bater o carro, pegar sinais verdes.
Ser recebida com cortesia, ter um problema resolvido, não causar problema a ninguém.
Completar a lista de coisas para fazer. Planejar novas pequenas tarefas. Ter tempo para um sorvete, comprar os ingredientes de uma receita.
Responder uma pergunta do seu filho, sem pressa e sem meias verdades.  Deixa-lo curioso e ensina-lo uma coisa nova.
Dar parabéns a alguém, ouvir elogios de um filho.
Anotar compromissos na agenda e ver que ainda há dias livres para coisas boas. Fazer lista de convidados, receber notícias de um velho amigo.
Não precisa ser tudo perfeito para ser bom. Se não for ruim já está bom demais.
Tem dia assim...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Beijo de boa noite


Tem menino de todo jeito, mas tem dois tipos que é de matar qualquer mãe:
Menino que não come e menino que não dorme.
Tive a sorte de ter filhos que nunca deram trabalho para comer, mas... Dormir nunca foi o forte do André, meu filho mais velho.
 
Passados 5 anos, eu e André já atravessamos várias fases, táticas, desmames e adaptações. Saga que acredito também ser a história de muitas mães.
Quando o André nasceu, eu já estava conformada ( preparada, assustada e catequisada) em não dormir mais de 3 horas seguidas, talvez pelo resto da vida. Hoje sei que me preparei da forma fatalista, escutei os conselhos errados e deixei de ler os livros certos. Mas também compreendo que mesmo que tivesse feito tudo certinho, não teria sido fácil. Cada criança tem seu jeitinho de encarar o mundo e de atravessar as etapas do desenvolvimento.

Amamentei até os 7 meses e durante esse período, toda vez que o André acordava a noite, e eram muitas, eu dava o peito. Erro meu que prejudicou meu menino. Criei vícios e costumes e depois, sofrimento e desgaste para cura-los.
Da mama passei para as mamadeiras no meio da noite. Remendo mal feito. A única diferença era que eu não sofria mais sozinha, meu marido entrava na dança.
Encorajada por uma amiga, tirei tudo. André tinha pouco menos de 1 ano quando resolvi tentar dormir novamente. A primeira das muitas adaptações pelas quais passamos foi a mais dolorosa. Meu menino sofreu profundamente o desmame do vício e chorou. Chorou por colo, chorou pela mamadeira e eu chorei junto com ele. Porém aos poucos André desistiu de chorar e dormiu. E nós dormimos também, meio perplexos, meio aliviados.

Nossa primavera durou alguns meses. As otites intermináveis e repetitivas próprias da idade interrompiam com frequência nossas noites de sono. Quebrando a rotina estabelecida a muito custo. Mas progresso tinha sido feito.

André seguiu acordando esporadicamente, algumas noites piores que outras. Sem mais o berço para conter, André passou a ir ao nosso quarto durante a noite, e nós, em uma peregrinação resignada, o conduzíamos de volta a sua cama. Acho que nessa eu acertei, por maior que fosse o sono não desisti de levar meu menino de volta a  sua cama, preservando pelo menos meu espaço.

O início das noites também eram desafiadores. Desde o nascimento do André as mudanças de estratégia foram muitas. Já ficamos deitamos do lado, cantamos canções, balançamos na rede e nos braços, já permitimos televisão, limitamos horário e contamos estórias, muitas estórias. A cada mudança de tática, uma nova adaptação, um novo sofrimento em busca de uma noite tranquila.

Quando eu dormia bem, sonhava com aquelas cenas de filme americano onde o pai entra no quarto do filho, coloca-o na cama, dá um bichinho de pelúcia, cobre-o com o cobertor, beija-o na testa, diz boa noite, e pronto. A criança dorme, sem choro, sem estresse.  Isso só nos meus sonhos...

Pois é, mas como diz o poeta: Quem acredita sempre alcança. ;-) E hoje tenho esse sonho bem próximo da minha realidade. Não sem choro ou estresse, não sem esforço e perseverança. Passinhos pequenos, vencendo medos, superando obstáculos.

Se o seu menino dorme bem, agradeça e cultive. Se não, persista, tente criar bons hábitos desde bebê, esse é o segredo. Crianças que não dormem bem ou o suficiente, são crianças estressadas, com menor rendimento na escola e, claro, suas mães são do mesmo jeito, trocando apenas a escola pelo trabalho.

Digo com convicção que tudo valeu a pena. 
Dormir é muito bom! E necessário.

domingo, 21 de julho de 2013

Folga da baba no Instagram

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