Para mães divertidas, seguras, criativas, cheias de atitudes, atletas, donas de si, firmes, corretas e também para as mães que, como eu, não são tanto, mas são boas, intencionalmente boas mães.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A Origem dos guardiões


Recomendo! Fortemente.
Que filme bacana, inocente, despretensiosamente lindo!
Chorei baixinho, ri alto e adorei o programa com filho e sobrinhos. Vale a pena ver e rever. Um filme para voltar a  acreditar.
 Bom cinema!

 Assista ao trailer do filme aqui.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Programinhas natalinos!

Essa época do ano podemos aproveitar para fazer programinhas natalinos e realmente passar o espírito de Natal para nossos filhos. Seja qual for sua crença, amor e solidariedade não fazem mal a ninguém. Aqui vão algumas dicas do que fazer e assistir com os pequenos. Aproveite!


 No Centro Culturam Dragão do Mar


O Verdadeiro Presente de Natal
Inquieta Cia. de Teatros - Direção: Silvero Pereir

Dois irmãos, na noite de véspera de Natal, estão conversando sobre os presentes que pediram ao bom velhinho quando são transportados para o Pólo Norte e descobrem que Papai Noel está muito doente e que não poderá entregar os presentes deste ano. Assim, para manter viva a tradição do Natal, os dois irmãos irão assumir todas as funções e fazer de tudo para entregar os presentes, mas ao se depararem com a diversidade de pedidos compreendem que o verdadeiro presente de Natal está em ajudar o próximo, em amar uns aos outros, em um mundo de paz e harmonia; e será este o presente que o mundo irá receber. 40 min
Dias 1 e 22, às 18h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso livre. Classificação livre
Auto do Boi Boca Rica

Cia Epidemia de Bonecos - Direção: Cláudio Magalhães

Mateus apresenta o Auto do Boi Rica narrando a trajetória do nascimento do menino Jesus. O Boi Rica carrega a alegria e as raízes de uma dos maiores topadores de Boi do Ceará e bonequeiro Pedro Boca Rica. 40min.
Dias 2, 9, 16, 23 e 30, às 18h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso livre.Classificação livre
Contos encantados de Natal Grupo Era Uma Vez...

Através de pequenos contos natalinos, brincadeiras e canções, o grupo Era uma vez... convida o público a embarcar numa viagem encantada, celebrando o verdadeiro espírito desta época, onde o nascimento do menino Deus é o fato mais importante narrado nas histórias. Histórias essas que nos levam a refletir sobre o que é essencial. 50min.
Dias 2, 9, 16, 23 e 30, às 17h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso livre.Classificação livre

O Auto do Deus Menino e Outros Contos de Natal
Cia. Catirina

Um passeio pelo imaginário popular e pela sensibilidade humana, aguçada no período natalino. É um musical de contos interativo da Cia. Catirina, para todas as idades! 50min.
Dias 8, 15 e 22, às 17h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso livre. Classificação livre

Natal do Mikey
Cia. Cearense de Molecagem - Texto e direção: Carri Costa
É noite de Natal! A magia está no ar e pra fazer jus a esse encantamento uma turminha pra lá de especial preparou um grande espetáculo: O Natal do Mikey. Pateta, Donald, Minie juntamente com o mestre de cerimônia o ratinho mais querido do mundo: Mikey vão fazer desfilar frente aos seus olhos toda a beleza de cores, luzes, música, brilho e alegria.
Dia 5, às 17h e 19h e dia 20, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos R$40,00/20,00. Classificação livre


Auto de Natal
Cia. Cearense de Molecagem
O espetáculo encena o nascimento do filho de Deus que mudou o destino da humanidade. A mensagem é de paz, amor e respeito ao próximo.
Dias 8 e 15, às 18h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso livre. Classificação livre


Praça do Ferreira - Ceará Natal de Luz



A programação do Ceará Natal de Luz na Praça do Ferreira acontecerá diaraiamente, até o dia 23 de dezembro, com apresentação do Coral de Luz no Hotel Excelsior, grafismo na fachada do Cine SESC São Luiz por artistas plásticos convidados, entre outras atividades ( sempre as 18h).
A partir do dia 03 de dezembro, quem for à Praça do Ferreira também poderá se encantar com a Feira de Artesanato e Feira das Flores, que permancererão no local até o dia 20 de dezembro. Na Feira de Artesanato, um evento do Programa Estadual do Artesanato Cearense, da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), 90 artesãos exibem suas peças. A segunda edição da Feira das Flores funcionará das 9h às 21h, com mais de 100 variedades de plantas e flores do Brasil, organizada pelo Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (CEBUDV).












 Shoppinh Patio Dom Luis




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

" Quero brigar por minha filha "



É isso mesmo? Deixa eu checar se entendi: Mães viajam com seus filhos de 2 anos até o Rio de Janeiro, hospedam-se em um hotel e todos os dias vão a uma casa onde passam o dia competindo contra outros pares de mães e filhos.
Um Reality show competitivo envolvendo crianças de 2 anos? Serio?
Sei não... Já não via sentido no Big Brother, onde pessoas se expõem ao ridículo para outras milhares e onde atrocidades acontecem, imagine agora. Não me assustaria se os programas fossem dirigidos pela mesma pessoa. E são.
O fato de só as mães competirem não ameniza a situação:

“...Os filhos as acompanham na casa, com direito a "videocassetadas" e birras no ar, além de encontros com especialistas como nutricionista infantil e educador.”

Isto é, filhos também se expõe ao ridículo e nutricionistas e educadores entram para mascarar o absurdo.
O reality show faz parte do programa Mais Você da Ana Maria Braga. Nunca assisti e por isso não posso fazer críticas a produção do mesmo, mas posso criticar a ideia, o conceito e  fato de exporem crianças a tal ambiente.
As mães brigam, choram compulsivamente, se estressam facilmente. Tudo isso na frente de seus filhos. Que devem estar igualmente confusos.
E o prêmio? Ganhar 100 mil reais e ser protagonista em uma propaganda de pomadas infantis. Mas, claro, as mães acreditam que estão fazendo tudo pelo seus filhos. Tudo mesmo, né? Vale tudo.
Assisti no começo do ano um filme chamado “Jogos vorazes”. Saí chocada. Porém, o que me choca mais é ver a proximidade que estamos chegando de fazer algo parecido. Fazer novamente, na verdade, pois já fizemos isso algumas vezes na história. Circo para o povo! Só que agora tem mais graça, o mundo inteiro pode ver!
 
trailer do "Jogos Vorazes"



domingo, 25 de novembro de 2012

Dor

Não sei bem o que dói, mas dói.
Em medicina aprendemos a diferenciar a dor somática da dor visceral. Aquela que discriminamos perfeitamente onde incomoda, daquela que dói, por dentro, espalhada. A minha dor não se aponta com dedo, seu local se mostra com toda a mão espalmada, tentando não deixar de fora nenhum cantinho de dor.
Dói no peito, peito de mãe, e irradia para todo o corpo.
Essa dor vem e vai. Ameniza com abraço e beijo, porém melhor resposta analgésica se tem com sorriso de filho. Aquele de brilhar os olhinhos e ilumina o lugar.
Infelizmente, a piora é precipitada por tantas outras coisas...
Escolher escola, escolher período de estudo, escolher atividades extra curriculares, escolher o castigo a ser aplicado, escolher as palavras durante a conversa séria, escolher o programa de domingo, escolher levar ou não levar consigo, ir ou não ir, escolher a babá, escolher trabalhar ou não. Depois surgirão outras... Sempre existirão as escolhas. Entregar ou não a chave do carro, dar ou não a mesada, aprovar ou não a escolha da profissão, falar ou não sobre aquela namorada.
Cada escolha é uma dor. Dor de querer acertar. De ver que a vida é curta e que você tem que estar ali. A resposta do acerto e do erro a vida que traz. O dia-a-dia mostra falhas e ajustes a serem feitos. Você vai moldando sua vida, encaixando novos projetos e torcendo para que o destino jogue a seu favor. Pois claro, não podemos esquecer que mesmo quando se faz tudo sob medida, vem o inesperado, a fatalidade, e lhe arranca o chão.
O preço é alto para  se ser mãe. Tanto amor não viria de graça. Por isso que dói.
Invejo os tranquilos, os sem angustia, os de fé forte que conseguem entregar boa parte da responsabilidade das coisas da vida a algo superior.
Invejo os que levam a maternidade de forma mais leve. Eu não, eu sinto o peso, e este faz doer. Mas não por isso deixo de sentir os prazeres que os filhos trazem, na verdade, acho que ganho em dobro: felicidade de mãe e alívio da dor!
E viva a maternidade leve, sem culpas e com uma boa dose de sorte nas caminhadas. E viva as escolhas, pois pior ( muito pior) seria ter poucas a fazer na vida.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Muito de tudo

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Quando soube que ia ter Palavra Cantada no encerramento da Bienal do Livro do Ceará fiquei toda animada. Era um pequeno sonho a ser realizado. Seria o primeiro grande show musical que levaria meus meninos.
Afinal, Palavra Cantada conta um pouco a minha história de mãe. Foi deles o primeiro CD infantil que comprei após voltar ao Brasil. São deles boa parte das músicas que canto junto com meus filhos no carro. Com as músicas do Palavra Cantada, aprendemos a história do Brasil, o nome das fruteiras e dos dedos das mãos. Aprendemos onde fica o Sudão, o que é eco e que, para ser uma bailarina, precisa-se de dedicação. Junto com eles, gritamos alto que criança não trabalha ( mas dá muito trabalho) e aprendemos a fazer a sopinha do neném.
Acho que já ficou claro o quanto eu queria ir ao show. E fui! Graças a uma boa dose de teimosia e dedicação ao sonho, fui!
O show iria ser no Centro de Eventos, seria gratuito e a distribuição de ingressos dar-se-ia apenas no dia do show. Sabia-se, pelo histórico dos outros shows desta bienal, que a fila estaria enorme, poderia ter muita gente e que era esperada confusão na entrada.
A despeito de tudo isso, consegui ingressos para todos nós. Fomos nós 4, animados ( e preocupados) para o show.
Chegamos 1h e meia antes da hora marcada para o show começar. Entrei na fila que alguns funcionários da bienal tentavam formar.  Achei que a entrada foi organizada e a fila razoavelmente respeitada pela maioria, tendo em vista as mais de 3000 pessoas que queriam participar do evento. O pior começou dentro do enorme espaço reservado para o show. Um grande “galpão” cheio de cadeiras de plástico. O palco era enorme, porém não tão grande quanto a vontade das pessoas de ver o show de perto. Logo logo começaram a transferir as cadeiras de lugar. Uns tentavam espremer-se entre as cadeiras da frente, outros simplesmente criavam novos lugares próximos ao palco. Aos poucos a arquitetura do lugar foi sendo modificada, saídas de emergência sendo obstruídas e o respeito a quem chegou cedo para pegar um bom lugar sendo esmagado.
 Fiquei em um lugar ótimo, mais ou menos a meio caminho do palco, bem a frente de um espaçamento entre as fileiras de cadeiras, onde, imaginei, os menos dançariam. Nos 15 minutos de atraso para o início do show, vi cadeiras indo e vindo através deste, e para este meu precioso pedaço de chão. Não queria arrumar confusão na frente dos meus filhos e além disso, aquele era um dia de festa, de ser feliz. Torci, com todas as minhas forças, para que ninguém tentasse apropriar-se do espaço que lutei de forma absolutamente leal para conseguir. Graças a uns poucos funcionários (pobres coitados ) que tentavam impedir a famigerada dança das cadeiras e à fúria dos honestos que vaiavam e apontavam para os que carregavam cadeiras, as pessoas foram se aquietando em seus lugares. E eu que, naquele momento temia pela segurança dos meus meninos, fui desarmando meu coração ( e garras) de leoa.
O show começou e todos, os educados e os não educados, os honestos e os desonestos, os de bom coração e os egoístas, todos mesmo, dançaram e cantaram Palavra Cantada.
Um espetáculo de apresentação. Um show que recomendo a  todos que tiverem oportunidade de assistir. André dançou o show inteiro, Igor esperava ansioso tentando adivinhar a próxima música. André parecia estar em um show de rock, erguendo os braços e gritando a letra das músicas.  Talvez fosse eu, alí, aos meus 13 anos vendo, ouvindo e chorando ao som de Renato e sua Legião no Paulo Sarasate.
Sacrifício e medo ( alimentado pela desonestidade e falta de educação das pessoas) para viver pequenos prazeres. Ver e viver o melhor e o pior.
Se a vida não for feita disso, de que mais será?