Para mães divertidas, seguras, criativas, cheias de atitudes, atletas, donas de si, firmes, corretas e também para as mães que, como eu, não são tanto, mas são boas, intencionalmente boas mães.

sábado, 14 de março de 2015

O que não se vê nas fotos

 
Igor, para qual cachoeira você quer ir? Para nenhuma!
O que não vemos nas fotos e muito menos é exposto em redes sociais. Foi exatamente isso que me deu vontade de escancarar aqui no blog quando falamos de viagens com crianças.

Viajar é a melhor coisa do mundo. Nós fazemos questão, sempre que podemos, de viajar com nossos dois filhos. Abrir os horizontes, conhecer outras culturas, ver de perto o que estudam nos livros.

Planejamos nossas viagens com cuidado, programamos passeios e tentamos mesclar  diversão e aprendizado sobre cada destino que escolhemos.

Abuso no meio do cerrado.
Nossa ultima viagem foi para Pirenópolis. Cidadezinha linda no interior de Goiás a 2 horas de carro de Brasília. A cidade é conhecida pelas trilhas ecológicas, pelas cachoeiras e pelo seu artesanato.

Perfeito! Oportunidade de ficar em contato com a natureza, caminhar no meio do cerrado com os meninos e ainda tomar um banho de cachoeira para tirar a zica.

Tudo isso aconteceu. Exploramos paisagens indescritíveis que eu só havia visto em filmes. Vimos tucanos voando livres no céu, ouvimos o barulho ensurdecedor das cigarras no meio da mata, topamos com um jatobá gigante e tomamos muito banho de cachoeira.
Jatobá gigante

Registramos os passeios em foto e vídeo. Os sorrisos, as paisagens... Porém muita coisa aconteceu que não registramos mas que merece ser recordado e servir de lição.

Acontece que nem sempre os nossos planos estão em congruência com os dos meninos. E como quem manda somos nós, a parte prejudicada sempre estrebucha. E haja choro e abuso.

Entendemos que não devemos impor aos meninos uma programação intensa. Que criança satura e cansa mais facilmente. Isso tudo sabemos.
 
O problema é que o que parece importante e interessante para mim, 37 anos, não é exatamente o que um menino de 4 anos julga ser legal naquele momento. Eu explico, o pai argumenta, mas os meninos sempre acham que “pode ser depois”, acreditam que podem adiar o momento da descoberta.

A inocência é linda e necessária na infância, mas é extremamente irritante.

Banho de cachoeira. Um dos muitos.
É injusto com os pais. Só eu sei que não podemos deixar para depois. Sei que essa talvez seja a única oportunidade de vermos o que está diante dos nossos olhos. Temos que viver cada momento intensamente aproveitando as oportunidades de conhecer coisas novas. Sei que adoecemos gravemente, que ficamos por um tris. Eu sei que eles crescem. Sei que muito provavelmente não voltarei a Pirenópolis nesta vida. E talvez nem os meninos voltem por lá.

Aplacando um pouco a revolta, não os recrimino. O parque aquático da piscina do hotel era muito bom para ser deixado de lado. E o campinho de futebol indoor então?

Não me entendam mal. Conseguimos fazer tudo que queríamos, mas quase tudo foi antecedido por pelo menos 30 minutos de abuso. E haja paciência... Conversa, compreensão e fé na vida.

Parquinho do hotel no final do dia
Reclamam para ir, divertem-se ao chegar. Pulam, correm, brincam e gargalham. Então compensa o abuso e vale o investimento mas drena muita energia.

Com jeitinho fiz tudo que eu queria. E com a alma lavada com a água da cachoeira e a mente limpa com o barulhinho da mata, voltávamos ao hotel. E vinha o agrado e meu desencargo, parque aquático do hotel até escurecer.

É isso, viajar com criança requer planejamento, mas acima de tudo mente leve. Com jeitinho e paciência todo mundo curte o que há de curtir. E vamos planejando a próxima viagem!

quarta-feira, 4 de março de 2015

O baldinho de brinquedos


Meu menino é outro. Vi isso ao sentar no chão e brincar com ele.
Já repararam como as coisas ganham outra dimensão quando sentamos no chão?

Fazia tempo que não brincávamos assim. Brincadeira ao acaso, sem plano ou estrutura. Foi muito bom!

Na verdade, ele chamou o irmão para brincar, mas André estava na rua do Limoeiro, no meio da execução de um plano mirabolante para pegar o Sansão, e não aceitou o convite

O bichinho não contestou nem insistiu. Foi só, arrastando seu baldinho, para o meio da sala. Resolvi adiar, mais uma vez, o que eu ia fazer. Resolvi oferecer companhia.

-       Igor, a mamãe pode brincar com você?

Olhinhos contentes e sorriso banguela de uma menino feliz! E eu pensando neste momento: quem precisa tomar banho, digitar notas e preparar aulas? Eu não! Agora não! Agora eu vou brincar!

Coloquei uma cara animada e fui cheia de disposição sentar-me no chão da sala.

-       E ai? Vamos brincar de que? Perguntei.
-       De cachorro e de dono de cachorro. Tu é o cachorro,

Neste momento tive a impressão de que digitar as notas dos meus alunos não seria uma ideia tão má assim. Mas... Já estava ali, encarei.

Igor animado revirou o baldinho que tinha um pouco de tudo dentro e me deu o Pluto. Ele ficou com um Ben 10 na mão.

Eu, com minha mania de organização falei que seria melhor ele pegar o Mickey para ser o dono do Pluto. Igor recusou a proposta na hora. Aceitei, sem contestar, a justificativa que me foi dada: - Mãe, isso é só uma brincadeira.

Isso mesmo Iusta! Sua virginiana pragmática e neurótica. Isso é uma brincadeira! Já ouviu falar em usar a imaginação? Deixar-se levar, inventar e transformar?

Agora sim, vamos lá! Vamos brincar.

A partir daí foi uma festa. Eu era um cachorro feliz em ter o Ben 10 como dono. Igor sem cerimônia tirou um dos braços do Quatro Braços e transformou em osso para cachorro roer. Pra quê tantos braços mesmo?

E deste baldinho saía de tudo. Nada de que o cachorro precisasse ficava sem ser prontamente providenciado.  Sapo virava cama macia e confortável, a baleia virava bebedor para matar a sede. Bebedor?
Igor me explicou que o “esguicho” das baleias serviria como fonte de água. Fantástico! Como não pensei nisso antes?

Durante nosso passeio ao zoológico onde havia vários animais incluindo dinossauros, Igor me acalmou dizendo que, embora eles fossem grandes, não precisava ter medo pois a maioria deles comia folhas e não cachorros. Fiquei bem mais tranquila.

E por aí foi. A cada nova aventura do Ben 10 e do Pluto eu ficava boquiaberta. Espantava-me a criatividade, o vocabulário e a riqueza de informações que Igor possuía aos 4 anos.  

Aquele meu caçula que vivia à sombra do irmão mais velho é na verdade uma garoto fascinante, de conversa fácil e divertida. Tão criativo quanto se pode ser uma criança brincando.

Igor me conquistou ainda mais depois que sentamos no chão e brincamos. Arrisco inclusive dizer que nos conhecemos melhor depois daquela tarde. Sei mais de suas preferencias e de sua personalidade.

Admito que quando amigos ligavam para perguntar o que Igor gostaria de ganhar de aniversário eu nunca sabia o que dizer. Agora, pertinho do aniversário de 5 anos, quando perguntarem eu direi: Se você tiver alguns minutos livres no seu dia, venha aqui brincar com Igor, não precisa trazer nada, Igor estará com seu baldinho de brinquedos e de lá saem maravilhas!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

QUASE perfeito.


Mariana é mãe de Julia de 2 ano. Durante sua gravidez, preparou-se bastante para a maternidade. Leu livros, fez cursos e manteve hábitos saudáveis.

Mariana fez questão de tentar um parto vaginal. E com o apoio do seu médico e de uma equipe multidisciplinar Julia nasceu bem de uma parto normal sem intercorrências.

A amamentação exclusiva até os seis meses era coisa de que Mariana não abria mão. E embora as primeiras semanas tivessem sido bem atribuladas, com a ajuda de especialistas em amamentação, Mariana conseguiu seu objetivo. 

Em casa, Mariana sempre foi muito cuidadosa. A segurança do bebê era prioridade. Tinha atenção especial para a higiene. Mantinha álcool gel sempre a mão e orientava  todos quanto a importância de lavar sempre as mãos.

Mariana voltou a  trabalhar ao fim da licença maternidade porém optou por ajustar seu regime de trabalho e ter horários mais flexíveis, assim poderia dedicar mais tempo a filha.

Julia era uma criança alegre e saudável. Aproveitava bastante os passeios com a mãe que fazia questão de levar a filha a programas infantis de qualidade. Mariana lia todas as noites para Julia dormir e evitava televisão em excesso.

Para maior conveniência, Mariana escolheu uma escola para Julia perto da sua casa. Assim ela poderia participar mais ativamente da educação formal da filha em parceria com a escola.

Por insistência da filha e por acreditar que a convivência com animais é extremamente saudável para as crianças, Mariana adotou um cachorro. Jujuba, uma cadelinha de porte médio, tornou-se a grande companheira de Júlia.

A preocupação com a saúde da Julia mantinha Mariana sempre atenta aos cuidados com Jujuba. A cadela tinha calendário vacinal em dia e tomava banhos regulares na clínica veterinária.

Mariana esforçava-se para chegar cedo do trabalho e fazer o programa predileto da Julia: passear com a Jujuba. Para manter a cadela sempre limpa, Mariana colocava meinhas nas patas dela antes de saírem para a rua. Julia achava aquilo muito divertido.

Como moravam perto do parque do Cocó, os passeios eram bem agradáveis. Mariana aproveitava para conversar com a filha e matar as saudades depois de um longo dia de trabalho. Julia usufruía da liberdade de um passeio fora dos muros do prédio e Jujuba  garantia sua “ida ao banheiro”.

Jujuba defecava na calçada com a naturalidade própria dos animais. Julia ignorava o fato com a distração própria das crianças e Mariana não recolhia as fezes do seu cachorro com a má educação que é peculiar de grande parte da nossa população.

Oh Mariana... Você estava indo tão bem...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Call for help


Sempre fui boa em matemática. Desde pequenininha. Papai dizia que eu iria ser dona de bodega. Não precisava de muita coisa, bastava disposição e fazer conta ligeiro para passar o troco.

Minhas notas em português na escola eram as mais baixas. Odiava ler, tirando raras exceções de livros que me cativavam por algum motivo especial. Em interpretação de texto eu era uma negação. Gostava mesmo era de escutar Legião Urbana e entender das letras o que o meu coração mandasse.

Fui fazer medicina para completar meu destino. Dizem que médico escreve mal, errado e feio. Pronto, eu estava no lugar certo. 

Acontece que eu queria escrever! Queria contar coisas. Queria espalhar notícias boas e reclamar do que eu achava ruim. Precisou um bom tempo para eu livrar-me do estigma da falta de talento para a escrita. Mas consegui. Veio o blog, vieram os textos e já se foram 4 anos.

Mas faltava alguma coisa...

Já sei! Livros infantis! Que legal! Criar e escrever estorinhas para as crianças. Conta-las será um barato. Meus meninos vão adorar! Tomara que os filhos dos outros gostem também. ( rsrs)

Continua faltando alguma coisa...

Bingo! Ajudar crianças carentes. Isso! Escrevo estórias, consigo ilustradores voluntários, consigo patrocínio para impressão dos livros, vendo os livros com a ajuda dos amigos e o dinheiro que conseguirmos doamos para instituições de apoio à criança carente. Que tal?

Parece difícil e trabalhoso, mas deu certo!

Esse foi o Projeto Lições Ilustradas. Com  os livrinhos Em cada canto uma cor, Terra pra toda gente e As três pontas do triângulo recebendo os traços dos ilustradores Paulo Brandão, Fernando Lima e Luci e o apoio financeiro da Mota Machado, Casa Freitas, Freitas Varejo e Laboratório Argos conseguimos arrecadar mais de doze mil reais. O lar amigos de Jesus, a escola Ranha da Paz e a Associação Sol Nascente agradeceram as doações!

Recarregadas as baterias, vamos para a segunda edição do projeto. Novas histórias, mais crianças para ajudar e uma vontade enorme de multiplicar leitores! Vamos nessa?

Saindo do forno!
Já temos um livrinho saindo do forno: O bicho mais corajoso do mundo recebeu as cores de Marcos Machado e o patrocínio da Quimioclinic. Tem mais um livro ganhando vida nas mãos de Renato Lima e esperando apoio financeiro para impressão. E como aqui a fantasia não acaba nem fica pouca,  ainda temos uma estória cheia de magia com a Bruxinha e o Lobisomem esperando mãos talentosas para ilustrá-la e uma empresa comprometida para patrociná-la.

Não sabe desenhar nem tem dinheiro mas está com vontade de ajudar? Compartilhe esse post e converse com amigos sobre o projeto Lições ilustradas. Muito mais do que produzir livros infantis, nós fabricamos finais felizes. Cada livrinho patrocinado é mais uma criança que lê uma história  e mais meninos e meninas que ganham escola de qualidade, alimentação saudável, cuidados e carinho.

O Folga da babá também procura parceiros para o projeto. Se você tem uma empresa que já possui um projeto social ou já apoia alguma instituição ligada à infância, nós podemos nos ajudar!  Nós visitamos o seu projeto social, conversamos e estabelecemos a parceria. Você confia no nosso trabalho, patrocina um livrinho infantil e nós conseguimos duplicar o valor do patrocínio com a venda dos livrinhos e devolvemos para o seu projeto social. E de quebra, promovemos o gosto pela leitura e o apego aos livros em crianças e adultos. Topa?

E vamos lá trabalhar e transformar histórias.

Conto com o apoio de todos para a divulgação deste projeto.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Tem novidade na cidade!

 Tem coisa legal aparecendo na cidade e o Folga da babá está comemorando e apoiando. 
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 A primeira é um espaço super legal criado para crianças fazerem arte, exercerem sua criatividade e explorarem novos sentidos.  Aceita crianças de 4 a 10 anos em 2 tardes na semana. 
Para quem já conhece a colônia de Férias Brincando de Artista que já abria suas portas há mais de 10 anos para crianças cheias de energia e criatividade, vai ficar bem familiarizado com o CRIA. A proposta é semelhando e os responsáveis também. 
André e Igor fizeram a colônia de férias em janeiro e gostaram bastante. A criação de um projeto contínuo ao longo do semestre que fosse parecido com as atividades multiculturais produzidas na colônia era demanda constante dos pais. E deu certo! Água mole em pedra dura...
Parabéns e boa sorte à Anabela e à Isabel.















 









A segunda novidade vem de um velho conhecido das crianças: Marcelino Câmara. Quem nunca viu na escola, nos palcos, em uma peça de teatro ou tocando seu violão?

Agora ele embarca em um projeto pessoal com um bocado de gente talentosa. A Escola de Atores Marcelino Câmara já abre suas portas com uma bagagem enorme.
Agrega canto, dança e teatro em cursos que funcionam manhã, tarde e noite.

O curso de teatro infantil tem turmas às 8 da manhã até às 6 da tarde. Com certeza dá para encaixar uma horinha na agenda do seu filhote para exercitar autoconfiança, postura, sensibilidade em uma aula de teatro. Aceitam crianças a partir de 5 anos para duas aulas semanais.
Horários convenientes 

Curso de teatro infantil