Para mães divertidas, seguras, criativas, cheias de atitudes, atletas, donas de si, firmes, corretas e também para as mães que, como eu, não são tanto, mas são boas, intencionalmente boas mães.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O mundo com outros olhos


Tirando fome, sono e algumas frustrações passageiras, crianças são o que são. Alegres, curiosas e desprovidas de preconceitos. Preconceito no sentido mais amplo que se pode imaginar. Claro que cada criança tem sua personalidade, suas características peculiares, mas ao final do dia, criança é criança e são todas bem parecidas.
Nós pais, nós não. Somos um universo de criaturas diferentes, já tatuadas de coisas vividas, alimentadas pelos nossos vícios e com preconceitos para dar e vender. O que é certo e errado perigosamente já incrustrados em nossas mentes. Como o mundo seria melhor de afrouxássemos os conceitos e nos permitíssemos mais.
As coisas que vivemos ditam nosso olhar sobre o mundo e as pessoas. E por isso valorizamos tanto a educação e o exemplo como fortes aliados de um mundo melhor, cheia de pessoas mais justas.
Nosso dia vivido vai igualmente afetar nosso humor, nossos planos e perspectivas. E de novo a comparação: nossas crianças tem dias previsíveis, cheios de descobertas e pequenas frustrações e, graças a Deus, elas são desprovidas da imensa capacidade que adquirimos com a idade de pensar demais, elucubrar e especular. Nossos dias, por sua vez, são verdadeiras montanhas russas de preocupações grandes e pequenas ( estas nós fazemos questão de magnificar).
Pois bem, dito isso, quem vocês acham que estará de mal humor ao final do dia? Para quem apontaremos o dedo quando nos for perguntado sobre testa franzida, pouca paciência ou nenhuma tolerância?
Sou o exemplo claro e vivo. Exposto para todos verem. O humor dos nossos filhos, muitas vezes reflete o nosso. Ou melhor, a maneira como vemos nossos meninos e suas atitudes são diretamente influenciadas pelo nosso estado de espírito.
Se o dia está ruim, e sua atitude é ruim, com certeza ele vai ficar pior quando você chegar em casa, para o seu terceiro turno de trabalho. As coisas não necessariamente são de todo problemáticas, mas a essa altura, um pingo de suco no sofá transforma-se em uma avalanche. Seu filho pedir dez minutos a mais de televisão a noite seria uma ótima desculpa para tomar um banho mais demorado ou tomar uma taça de vinho ( por que faz bem ao coração), mas em um dia ruim, isso é motivo de gritos, choros e queixas de como seu filho nunca obedece as regras.
Quer mais exemplos? Seu filho conseguiu abrir a lata de leite ninho e fez a maior bagunça – Em um dia bom: corrida para pegar a máquina fotográfica. – Em um dia ruim: grito, castigo, pano de chão e o preço da lata de leite ninho estampado na sua testa. Posso descrever mil coisas do meu dia a dia com os meninos onde tive reações completamente diferentes para a mesma situação a depender do meu estado de espírito.
Hoje, quando vivo minha ultima semana de férias, meus filhos de repente ficam mais teimosos, a casa mais suja, os problemas mais sérios comparados ao início das férias... Será?
Que nada... Uma mente preocupada e vendo a agenda da semana encher de compromissos e coisas para fazer transforma qualquer doce de criança em um animal indomável. Porém agora, sei exatamente o que esta acontecendo. São meus olhos e não o mundo ao meu redor. Autocrítica feita, convido todos a fazerem o mesmo.
Antes de olhar para meus meninos, olharei para mim mesma!
Dia ruim: André enforcando o irmão. Dia bom: Abraço apertado porque André ama o irmão.
Vamos concordar em um meio termo?
P.S Essa postagem faz parte do meu exercício diário de ser uma pessoa melhor, mais tolerante e mais leve. Julgando muito mais a mim mesma que aos outros ( essa parte já domino faz tempo) Quem topa? 

2 comentários:

  1. Adorei sua autocrítica! E é bem assim mesmo que acontece comigo! Obrigada por compartilhar.

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