Para mães divertidas, seguras, criativas, cheias de atitudes, atletas, donas de si, firmes, corretas e também para as mães que, como eu, não são tanto, mas são boas, intencionalmente boas mães.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Prepare-se para as próximas sessões de cinema.

Ficou um pouco mais complicado ir ao cinema ( teatro, shows, circo…)  com as crianças. Nada demais de você leva apenas seus filhos, mas se anda com uma tropa como eu… 

Acontece que por portaria da juíza Alda Maria Holanda Leite, para entrar no cinema com crianças menores de 12 anos, precisa-se comprovar parentesco ou ter autorização expressa dos responsáveis. 

Pelo que entendi, a medida pretende evitar que pedófilos levam nossas crianças para o cinema, mas nestes últimos dias, a medida tem evitado que todos levem seus filhos ao cinema pela falta de divulgação da portaria e completo despreparo dos cinemas. 

Vamos lá, todos com as certidões de nascimento dos filhos na bolsa e documento próprio com foto para assistir aos próximos filmes em cartaz:






Veja mais na reportagem do jornal O Povo do dia 4 de janeiro.

Crianças de até 12 anos de idade só poderão ingressar e permanecer em cinemas, teatros e circos acompanhadas de representantes legais ou responsáveis acompanhantes. Para a entrada, o acompanhante deverá apresentar um documento que comprove o grau de parentesco. A determinação, da coordenadora das Varas da Infância e da Juventude da Capital, juíza Alda Maria Holanda Leite, já está em vigor desde 19 de dezembro de 2013, data em que a portaria foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico.
A decisão classifica como representantes legais o pai, a mãe, o tutor ou o guardião da criança. Os pais, segundo a portaria, têm de apresentar um documento que comprove a relação de parentesco, como documentos de identidade ou certidões de nascimento do filho. Parentes de até terceiro grau, como irmãos, tios e avós – especificados pela portaria como responsáveis acompanhantes – também devem comprovar a relação com o menor de 12 anos. Já os tutores ou guardiões, além das identidades, necessitam portar o original ou cópia autenticada dos termos de tutela ou guarda. 
A portaria será fiscalizada pelo Ministério Público, Conselho Tutelar e Departamento de Agentes de Proteção (DAP), ligado à Coordenação das Varas da Infância e Juventude do Fórum Clóvis Beviláqua. Caso descumpra a decisão, o estabelecimento poderá ser punido nos termos do artigo 194 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Falta de informação
Ainda que em vigor desde o último mês, a decisão pegou de surpresa quem decidiu levar ontem os pequenos ao cinema. O coronel da Polícia Militar Paulo Simões, 49 anos, desconhecia a nova lei que exigia documentação para a entrada da filha Lídia, 12, em um filme de classificação livre. “Por sorte, a gente sempre anda com a identidade dela, então não teve problema”, afirmou.

O pai aprovou a nova regulamentação. “Acho que é importante, principalmente porque a gente mora numa cidade que é conhecida como a capital da pedofilia e da prostituição infantil. É uma forma de de controlar e coibir esses abusos”, afirmou.
Para a professora Lia Pinheiro, 37, mãe da Lívia, 9, e do Luan, 3, a medida é uma “segurança a mais” para os pais. “Eu já não me sentia segura em deixar os meus filhos menores de 12 anos aqui e sair. É um ambiente escuro e fechado, então eu sempre acompanhei”, disse 
Saiba mais
A portaria levou em consideração o artigo 149 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o artigo, compete à autoridade judiciária disciplinar a entrada de crianças e adolescentes em estádios, ginásios e campos desportivos; bailes ou promoções dançantes; boate ou congêneres; casa que explore comercialmente diversões eletrônicas; estúdios cinematográficos, de teatro, rádio e televisão. 
Segundo a determinação, responsáveis acompanhantes - parentes de até terceiro grau - devem ter o parentesco comprovado conforme especificado na portaria 1.100/2006 do Ministério da Justiça (MJ). Conforme o documento do MJ, que se refere à classificação indicativa de espetáculos, o acesso de crianças ou adolescentes acompanhados por terceiros deve se dar mediante autorização manuscrita dos responsáveis legais contendo identificações das crianças, pais e acompanhantes, data, local e assinatura dos responsáveis.
Serviço
Para ter acesso à portaria 18/2013 no Diário da Justiça Eletrônico: http://migre.me/hh3K1


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O jantar está na mesa!

Pediatrics. 2011 Jun;127(6):e1565-74. doi: 10.1542/peds.2010-1440. Epub 2011 May 2.
Is frequency of shared family meals related to the nutritional health of children and adolescents?

Esse foi um dos artigos que peguei para ler hoje a noite.
O interesse em ler sobre a importância das refeições em família não veio por acaso. Nessas férias, tomamos a decisão de melhorar nossa rotina durante as refeições, e a partir de agora, comemos juntos!

Parece simples, todos à mesa, comendo o que temos para aquele dia e conversando sobre amenidades, novidades do dia que passou e planos para os dias seguintes.  Quase posso ouvir uma melodia calma e sentir um cheiro de jasmim para compor cena.

Quem tem filho(s) em casa sabe bem que o quadro acima é bem difícil de ser pintado. Quem não tem ajuda em casa na hora do jantar sabe ainda melhor.

São vários os obstáculos para que sentemos todos à mesa: horários diferentes, gostos diferentes, prioridades diferentes, televisão, birra, falta de fome ou fome demais... Ou, a simples vontade que temos de comermos sossegadas!

Com tudo isso, meu lado pragmático precisava de evidências científicas de que realmente valia a pena o esforço de colocar toda a família à mesa. Ao mesmo tempo e comendo a mesma comida. E por isso comecei a pesquisar artigos que falassem no tema, pesquisei palavras-chave como: family meals, Mealtime, family togetherness, dinner table no maior banco de dados de revistas médicas do mundo. 

Eu estava no paraíso das evidências científicas... Se era suporte que eu precisava, ali estava toda uma rede de apoio que sustentaria minhas refeições em família pelo resto da vida. Conclusão? Sim, vale a pena o esforço de ter todos à mesa.

Schwartz S, Benuck I.
Pediatr Ann. 2013 Sep;42(9):181-3. doi: 10.3928/00904481-20130823-09.

E sabe qual é uma das principais estratégias que esse artigo relata para fazer com que seu menino de 2 anos coma bem? O exemplo dos outros membros da família durante a refeição.

Wansink B, van Kleef E.
Obesity (Silver Spring). 2013 Oct 1. doi: 10.1002/oby.20629. [Epub ahead of print]

Nesse artigo acima, a refeição em família revela-se uma arma importante contra a obesidade, seja infantil ou adulta.
Obesidade também está relacionada com a televisão ligada durante as refeições. Famílias que evitam assistir televisão ao comer, escolhem e preparam melhor seus alimentos.

Coon KA, Goldberg J, Rogers BL, Tucker KL.
Pediatrics. 2001 Jan;107(1):E7.

Um dos artigos mais legais que vi falava da dificuldade de mães de baixa renda em fazerem as refeições com filhos pequenos. E sabe o que as motivava? A lembrança de sua própria infância, sentadas a mesa com seus pais.  

Malhotra K, Herman AN, Wright G, Bruton Y, Fisher JO, Whitaker RC.
J Acad Nutr Diet. 2013 Nov;113(11):1484-93. doi: 10.1016/j.jand.2013.07.028.

Pronto, está decidido. Teremos refeições em família, criaremos bons momentos para serem lembrados. E outros não tão bons, vai ter carão, birra, má digestão, mas pelo visto, o saldo é bem positivo, e a recompensa virá e valerá muito a pena.


Prior AL, Limbert C.
J Child Health Care. 2013 Dec;17(4):354-65. doi: 10.1177/1367493512462261. Epub 2013 Mar 1.
PMID: 23455875 [PubMed - in process]

E se até os adolescentes, muitas vezes aversos ao diálogo em família e com uma atração imensa a serem do contra, aprovam e acham importante realizar as refeições em família…Nós também conseguimos atribuir a devida importância ao tema.


Bom apetite.

sábado, 28 de dezembro de 2013

"Lugar de criança é na rua"

















E se é para curtir a cidade e transformá-la em um lugar melhor, mais seguro, estamos no caminho certo!

Trazer crianças pra rua só pode fazer bem! A elas e a nossa cidade. Na companhia de uma magrela, de uma maneira organizada, cheia de boa vontade e de ideal comum, as crianças irão às ruas amanhã com suas famílias.

Vamos invadir para conquistar! E se serve de incentivo, nunca andei de bicicleta, mas sou estranhamente movida à boas iniciativas, então... Lá vou eu, de bike nova, dois filhos e um marido razoavelmente familiar com a arte de pedalar, todos devidamente equipados. 

O Folga da babá divulga aqui o evento e o convite de Paulo Angelim, um dos organizadores do passeio. 

"Amigos, todos os avós, pais e filhos estão convocados para participarem desta programação super divertida e educacional. Vamos criar uma experiência para seus filhos experimentarem, com segurança, as ruas de nossa cidade. Vamos nos concentrar, a partir das 7h, do dia 29/12, em frente ao Círculo Militar, na Canuto de Aguiar. Vá para lá de bike, ou de carro. Faremos um circuito pelas ciclofaixas da Canuto de Aguiar e, Ana Bilhar, retornando ao ponto de partida. O evento irá durar 2h. Teremos monitores em todo o percurso até das 7h às 9h, com bandeiras sinalizadoras, orientando os locais de PARE, retendo os cruzamentos preferenciais e as conversões à esquerda, garantindo a segurança de todos que participarem, adultos e crianças. 

O percurso é o seguinte: sai do Círculo Militar, segue pela Canuto de Aguiar até a Frederico Borges, vira à esquerda e pega a Ana Bilhar ao lado do Restaurante Colher de Pau. Segue pela Ana Bilhar até a Osvaldo Cruz, vira a esquerda, e retoma a Canuto de Aguiar, fechando o circuito. Na concentração teremos água, picolé, pipoca e outras atrações. Os participantes podem entrar em qualquer ponto do circuito.

Então, vamos ocupar as ruas de Fortaleza? Compartilhem esta ideia.
Atenção: estamos cadastrando voluntários (jovens, adultos e idosos) para fazerem a segurança do evento ao longo do percurso. Cadastrem-se aqui mesmo neste post.


 
Acesse o facebook do evento e siga o movimento Viva Fortaleza e vamos repaginar nossa cidade. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Princesas unidas jamais serão vencidas!!!


“Aqui em casa não entram princesas. São meio sem graça, meio molengas e, em geral, carecem de super poderes.”

Pois é, disse isso no Post “Mãe de meninos”. Ouvi algumas críticas por isso, como naturalmente sempre ouço. E as aceito de bom grado (as críticas, não as princesas molengas)

E ainda bem que tem gente mudando essa história. Os contos de fadas nunca mais serão os mesmos. E as princesas? Essas muito menos. 

Elas podem ficar meio chatas de tão politicamente corretas que serão. Até meio esnobes e donas da verdade. Mas uma coisa é certa: não pecarão por omissão e não esperarão sentadas até que o príncipe as salvem. Ao contrário, planejarão a própria fuga e traçarão o seus destinos.

Os vilões contra os quais elas lutarão também serão diferentes. Nada de dragões, bruxas e madrastas malvadas. Os vilões da modernidade são racismo, poluição, devastação, má alimentação...

E elas serão atuantes, determinadas, ativas, donas de si. E serão tudo isso “pero sin perder la ternura jamás”. Os vestidos serão lindos, cortes de cabelo super transados e sapatos... Bem, acho que aqui podemos dizer que eles serão apropriados, nada de cristal e muita rasteirinha.

Esse cenário foi idealizado por Setsu Shigematsu professora da Universaidade da California e mãe de duas meninas.
Idealizado e posto em prática! Ela começou a escrever uma séria de histórias infantis com princesas com um perfil que julgava mais apropriado e publicou de forma independente.

Parabéns a Shigematsu. Colocou a mão na massa, fez funcionar o que achava correto e virou uma verdadeira princesa moderna!

E, provavelmente, quando perguntarmos às nossas filhas (daqui a alguns anos) o que vem a cabeça quando falamos em princesas, a resposta seja diferente da atual e tradicional dita pelas duas meninas que figuram na reportagem sobre a iniciativa de Shigematsu :

"I think of princesses that have long hair," Ivana says. "They have pretty shoes."
"I think of princesses who have colorful dresses," Saya says.

Que tal: fortes, inteligentes, valentes, lindas, criativas, corajosas, sonhadoras, empreendedoras...

Para mais:
http://www.npr.org/2013/12/15/251157298/once-upon-a-time-the-princess-saved-the-environment ( a matéria que inspirou o post - link para ler ou escutar)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O curta da minha vida longa.


Das muitas coisas que me chegam, algumas me emocionam de um jeito todo especial. O curta O Farol de Po Chou Chi foi um desses presentes.

Um vídeo que você começa a assistir e já sabe o final. Porém, mesmo assim, não deixa de ver até a ultima cena.

Assistimos até o final apenas para ter confirmada a própria sorte. Podemos até não ter vivido situação semelhante, ainda, mas estranhamente sabemos que  viveremos. Seja como pai, seja como filho. 

Apenas torço pelos abraços e olhares que o curta traz.  Esses, se trocados um dia por pai e filho, não deixam nunca de existir e aquecer. Nem pela distância, nem pelo tempo, nem pelas cinzas.

Torço também para que o barco fique cada vez maior como mostra o curta, e que eu possa ajudar a construí-lo. Grande, forte e seguro.

Torço para que as estações mudem, torço para que de quando em vez aviste o barco no horizonte. E que ele esteja indo na direção certa. E, às vezes,  vindo para renovar os abraços e olhares. E o carinho.

Torço também pelas cartas. Que elas cheguem aos montes e que tragam notícia boa. E quem sabe um pouco do perfume. E se não for pedir demais, queria também que trouxessem o som da risada sincera. Risada de filho...

Simplesmente torço para que seja assim, à beira do piano.

Quero apenas que seja assim, exatamente assim.